Relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus peregrinam pela Diocese de Osasco

As relíquias foram acolhidas com honras de Estado, na Praça Duque de Caxias, em frente à Catedral Foto: Iolanda Cavalcante | Pascom Diocesana

A peregrinação das relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus pelo Brasil percorreu o território da Diocese de Osasco entre os dias 20 e 26 de setembro. A visita das relíquias de primeiro grau, compostas por fragmentos do fêmur e de ossos do pé, foi uma solicitação da Ordem dos Carmelitas Descalços do Brasil à Basílica de Santa Teresinha, localizada em Lisieux, na França.

Durante o período em que estiveram sob a custódia dos mosteiros carmelitas Centro Teresiano de Espiritualidade, em São Roque, e o Mosteiro do Imaculado Coração de Maria e Santa Teresinha, em Cotia, as relíquias passaram por diversas paróquias: São Roque/São Roque, São Luis Gonzaga/São Roque, Santa Teresinha e São Roque/Ibiúna, São José/Osasco; até chegarem à Catedral Santo Antônio, proporcionando a oportunidade para que inúmeros fiéis expressassem sua devoção.

Dom João Bosco, bispo de Osasco, presidiu uma missa na Catedral no dia 25, com a participação dos seminaristas do Seminário Diocesano São José, que prestaram sua veneração à padroeira das missões.

Em sua homilia, Dom João Bosco destacou a intensa alegria e bênção que a Diocese de Osasco experimentou com a passagem das relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus. Ele ressaltou que a presença das relíquias trouxe inúmeras lições espirituais e despertou nos fiéis a percepção dos mistérios de Deus, e enfatizou a mensagem de Santa Teresinha sobre a importância de abraçar a humildade, a simplicidade e a cruz na vida cristã, assim como a predileção de Deus pelos pequenos e humildes.

O bispo também refletiu sobre o fato de Santa Teresinha ter sido proclamada ‘Padroeira das Missões’, sem nunca ter saído do Carmelo, destacando que sua missão era vivida por meio da oração e do amor à Igreja, e que, hoje, suas relíquias percorrem o mundo inteiro, anunciando a Jesus Cristo.

“Que missão maravilhosa ela assumiu em toda a sua vida, e depois da sua partida o seu pé está aqui entre nós, e o carinho que essas relíquias despertaram no mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil! Quando passou por aqui numa outra ocasião, foram os brasileiros que fizeram essa urna feita de madeira brasileira e foi dada de presente à Santa Teresinha, e ela viaja pelo mundo inteiro levando o nosso amor”, observou o bispo.

Dom João Bosco durante homilia na Catedral de Osasco. Foto: Felipe Gazoli | Pascom Diocesana

Ele explicou ainda a importância das relíquias na tradição católica, como símbolos da presença e intercessão dos santos, capazes de aproximar os fiéis do sagrado e de proporcionar uma experiência de graça e transformação de corações.

Por fim, Dom João salientou que a relíquia é aquilo que a pessoa santa deixou de ensinamento e legado. Ele questionou o que Santa Teresinha deixaria para a Diocese de Osasco, incentivando os fiéis a guardar e viver o ensinamento que ela trouxe durante sua passagem.

E finalizou a homilia dizendo que “uma relíquia quando passa, ela não vai embora. Ela deixa um rastro, ela deixa um odor, ela deixa um sentido nas nossas vidas, de tal maneira que não passa. A sua passagem não termina porque só vai terminar quando nós estivermos com ela no céu”. Além da celebração na Catedral, Dom João também presidiu missas com a presença das relíquias nos mosteiros carmelitas.

O pároco da Catedral, Monsenhor Claudemir, presidiu a missa de despedida às 9h do dia 26, quando as relíquias foram então levadas de volta ao Mosteiro de Cotia e, em seguida, trasladadas para a Ordem do Carmo em São Paulo.

 

A visitação das relíquias ao Brasil faz parte das comemorações dos 150 anos do nascimento de Santa Teresinha, celebrados em janeiro de 2023, e dos 100 anos de sua canonização, que serão comemorados em 2025. As relíquias estiveram no Brasil pela primeira vez nos anos de 1997 e 1998, percorrendo diversas cidades, incluindo municípios da Diocese de Osasco.

Um guarda metropolitano de Cotia, identificado como Marcelo, compartilhou com a Comunicação Diocesana que, durante uma das missas em que participou no Centro Teresiano, em São Roque, o padre celebrante proferiu uma frase que o marcou profundamente: “Em vida, Santa Teresinha conheceu poucas pessoas, poderíamos dizer até 30, mas hoje ela conhece o mundo inteiro, ou o mundo inteiro a conhece.”

Assim, em todos os lugares por onde passou, Santa Teresinha deixou seu exemplo de fé e humildade no coração de cada devoto.

 

Meire Elaine – Comunicação Diocesana
Álbum completo no Flickr da Diocese de Osasco

 

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